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Foto: Lusa

O último avião americano deixou o aeroporto de Cabul nesta segunda-feira, 30 de agosto, colocando fim a duas décadas de presença militar norte-americana no Afeganistão. Filippo Grandi, alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, considera que os esforços para retirar civis do Afeganistão são louváveis, mas lembra que 39 milhões de pessoas continuarão a viver no país, e que “uma crise humanitária ainda maior está apenas a começar”.

Filippo Grandi afirma que os civis retirados do Afeganistão necessitam de proteção internacional, e, por isso, é necessário o auxílio de governos, parceiros humanitários e de cidadãos comuns. O responsável apela para que as fronteiras se mantenham abertas, e sublinha que se torna importante que os países que fazem fronteira com o Afeganistão recebam “mais apoio do que nunca”.

O alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados lembra que o Paquistão e o Irão já receberam milhões de refugiados afegãos nas últimas décadas, e frisa que outros países precisam de “compartilhar esta responsabilidade humanitária”. De acordo com os serviços de comunicação das Nações Unidas, desde o início do ano, a violência no Afeganistão levou 3,5 milhões de afegãos a fugirem das suas casas. Todas estas pessoas “precisam de receber assistência com rapidez”, afirma a ONU.

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