Foto: APOIAR

Nas regiões moçambicanas mais remotas, as cozinheiras que integram o projeto “Kukula” erguem-se de madrugada e deslocam-se até às escolas onde preparam, juntamente com as mães da comunidade, o pequeno-almoço e o almoço para milhares de alunos, explica a Associação Portuguesa de Apoio a África (APOIAR), dinamizadora do programa de alimentação escolar.

A iniciativa tem como propósito “nutrir”, os mais novos para que eles possam “crescer e aprender”, e consiste na “distribuição gratuita de duas refeições diárias nutritivas e saudáveis aos alunos assíduos”, mas também na realização de “campanhas de higiene, vacinação e desparasitação”, adianta a associação portuguesa. Até ao final do passado mês de julho, o projeto “Kukula” permitiu servir 155.515 refeições, que beneficiaram uma média de 1.604 alunos por mês, em “oito cozinhas em funcionamento, no Niassa e em Sofala”. Nos últimos dois anos foram servidas “mais de meio milhão as refeições”, adianta a APOIAR.

“Todos os dias trabalhamos para que cada vez mais crianças tenham acesso a refeições diárias, pois sabemos que, se elas estiverem bem nutridas, terão mais saúde, uma maior assiduidade e um melhor aproveitamento escolar. Acreditamos que este é um caminho fundamental para combater o ciclo da pobreza absoluta”, explica a associação portuguesa, adiantando que as “escolas com cozinhas apresentam taxas mais elevadas de assiduidade, quando comparadas com as escolas em que não se distribuem refeições”.

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