A palavra dirigida aos doentes, que tradicionalmente integra as peregrinações ao Santuário de Fátima, foi proferida por Eugénia Quaresma, diretora na Obra Católica Portuguesa de Migrações, na manhã desta sexta-feira, 13 de agosto. A responsável lembrou que muitos doentes cristãos procuram na fé a “força e coragem para enfrentar o medo e a angústia”, para “aceitar os factos” que não podem ser alterados, e para “aceitar a vulnerabilidade como nova condição transitória ou prolongada”.

Além dos doentes, foram também recordados os seus cuidadores, assim como aqueles que se encontram na “fronteira entre a saúde e a doença”, e todos os que vivem numa situação de “vulnerabilidade, fragilidade”, e que enfrentam os seus dias com a sensação de “impotência”. No Santuário de Fátima foram ainda lembrados aqueles que visitam os mais frágeis, os familiares que prestam cuidados de saúde, assim como os profissionais do setor e aqueles que se dedicam ao voluntariado na área da saúde, que “por vocação se dedicam a salvar vidas”.

Na Cova da Iria, a diretora na Obra Católica Portuguesa de Migrações expressou ainda o seu louvor a Deus pela “delicadeza de tantos anónimos, que se fazem inesperadamente próximos”. “Hoje aqui neste altar do mundo, no colo da mãe, peço à nossa Senhora Consoladora dos aflitos, Nossa Senhora do Rosário que interceda por cada um de nós, e nos ajude a viver o sofrimento e o sacrifício com o sentido que o Senhor mais anseia: um coração disponível para se compadecer, converter e amar”, pediu Eugénia Quaresma. O programa da peregrinação de agosto chega ao fim pelas 21h30, com a recitação do terço na Capelinha das Aparições.

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