Multiplicam-se os apelos na Costa do Marfim. Os diálogos políticos de nada serviram. Teme-se um novo Ruanda ou uma nova Somália.
Multiplicam-se os apelos na Costa do Marfim. Os diálogos políticos de nada serviram. Teme-se um novo Ruanda ou uma nova Somália. Diversas vozes da sociedade civil, cansadas de debates políticos inúteis, reclamam bom senso para evitar o caos. O perigo da descida aos infernos espreita a o país. as reuniões internacionais sucedem-se umas às outras para traçar os próximos passos do processo de paz.
Internamente discute-se se o presidente Gbagbo deve manter-se ou ir-se embora. Três dezenas de personalidades públicas tornaram público, a 16 de Outubro, um relatório em forma de aviso. No documento chamam a atenção para a fraca tomada em conta das preocupações do sector privado e da sociedade civil.
a Costa do Marfim depende dos acontecimentos próximos. Dividida em duas partes desde a tentativa de golpe de estado em 2002, tanto pode pender para o caos, como avançar para o renascimento.
a pobreza aumentou de forma significativa nos últimos anos, denunciou a Liga dos Direitos Humanos. E corre o risco de se agravar com a crise socio-política. O governo de união nacional, instaurado em Janeiro de 2003, inclui partidários do presidente Gbagbo, dos seus inimigos da oposição e da rebelião. Os resultados são a ineficácia e a polémica, como foi o caso dos lixos tóxicos.
as Nações Unidas anunciaram, a 14 de Outubro, que iam prolongar por mais um ano os mandatos do presidente Gbagbo e do primeiro ministro Konan Banny. Este espaço de tempo permitiria preparar as eleições.
O escritor Venance Konan avisou, em entrevista a um diário local, que a descida aos infernos vai continuar, se esta dupla se mantiver. anunciando que a verdadeira crise vai começar, comparou a Costa do Marfim a um autocarro cheio de passageiros que se dirige a toda a velocidade conta um muro.

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