Ciganos
Foto: Rúben Gál

O Dia em Memória das Vítimas Ciganas do Holocausto é assinalado esta segunda-feira, 2 de agosto. Numa mensagem dedicada à data, Fernand de Varennes, relator especial das Nações Unidas para as questões das minorias, apela a uma maior proteção aos povos Roma e Sinti, e afirma que “é trágico que quase 80 anos depois do genocídio ocorrido na Segunda Guerra Mundial, essa minoria seja cada vez mais vítima do discurso de ódio e também alvo de políticos”.

Fernand de Varennes alerta para os “ataques que essa comunidade – de pessoas também conhecidas como ciganas – tem vindo a receber nas redes sociais”. O responsável afirma que os governos “precisam de fazer mais para combater o aumento da intolerância e de ataques contra os povos Roma”.

O especialista em direitos humanos considera que a população conhecida como cigana se depara atualmente com a “mesma divisão retórica enfrentada pelos judeus na Alemanha nazi”.  Fernand de Varennes apela a uma maior consciencialização do público sobre o genocídio dos povos Roma e um maior combate ao crime de ódio e aos “grandes índices de discursos nas redes sociais que demonizam essa minoria”.

A propósito desta efeméride, as Nações Unidas lembram que em 1944, cerca de 3 mil pessoas do local conhecido como “campo da família cigana” em Auschwitz-Birkenau, foram assassinadas nas câmaras de gás pelos alemães nazis. Entre as vítimas, encontravam-se mulheres e crianças. De acordo com Fernand de Varennes, entre 1,5 milhão de integrantes da comunidade Roma na Europa, acredita-se que de 25 a 50 por cento tenham sido mortos.

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