Os venezuelanos continuam a sofrer “restrições à liberdade de expressão”, com a utilização da força por parte das autoridades de segurança, denunciaram vários países que participaram no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que chegou ao fim esta semana em Genebra, na Suíça. Organizações venezuelanas identificaram este ano “23 manifestações que acabaram por ser dispersadas” por policias. No decorrer deste encontro, entidades da sociedade civil manifestaram “uma profunda preocupação com a deterioração sistemática dos direitos humanos” naquele país latino-americano.

Segundo Michelle Bachelet, alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, desde setembro a quantidade de queixas relacionadas com a polícia venezuelana diminuiu, por isso, “os esforços das autoridades para a reforma da polícia precisam de ser reconhecidos”. No entanto, Bachelet confirmou que “as alegações contra as forças de segurança continuam a criar um efeito arrepiante”. Entre junho de 2020 e maio de 2021, o Escritório da Alta-Comissária registou 97 incidentes ligados a defensores de direitos humanos, o que na Bachelet, considera serem “sinais do aumento da polarização e da diminuição do espaço cívico”.

Representantes da Venezuela presentes na reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU afirmaram que existem países que “fazem reivindicações intervencionistas e que fingem falar em nome da comunidade internacional” para se defenderem dos relatos de violações dos direitos humanos e da utilização excessiva da força. Para a Venezuela, essas nações estariam “desesperadas para desestabilizar o país e tomam medidas repressoras unilaterais, que causam sofrimento” à população venezuelana. A Venezuela pediu para que sua “soberania seja respeitada”, de acordo com os serviços de comunicação das Nações Unidas.

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