A estação das chuvas provoca todos os anos no Sudão do Sul “grandes picos de casos de malária entre julho e novembro, que afetam principalmente crianças menores de cinco anos”. A doença “causa de mais de um terço de todas as mortes” naquele país, alertam os Médicos Sem Fronteiras (MSF), em comunicado. Neste contexto, a organização humanitária refere que a quimioprevenção sazonal da malária é uma “intervenção de saúde pública que pode reduzir a incidência da doença entre crianças durante a estação das chuvas”.

A primeira implementação da quimioprevenção sazonal da malária no Sudão do Sul concretizada pelos MSF aconteceu em 2019, em colaboração com o Ministério da Saúde. “Como resultado, os casos simples e graves de malária diminuíram entre crianças menores de cinco anos nas áreas rurais em torno de Yambio, no estado de Equatoria Ocidental, assim como as hospitalizações pela doença”, recorda a organização humanitária.

Depois da implementação “bem-sucedida” em Yambio, a quimioprevenção sazonal da malária faz agora parte da nova estratégia nacional contra a malária do Sudão do Sul e os MSF estão a preparar-se para iniciar a sua segunda campanha em parceria com o Ministério da Saúde. A ação tem como propósito “alcançar até 25.109 crianças com menos de cinco anos”, na cidade de Aweil, no norte do estado de Bahr el Ghazal.

Segundo Jean Stowell, coordenador do projeto dos MSF no Sudão do Sul, todos os anos, “centenas de crianças [de Aweil] ficam gravemente doentes com malária durante a estação chuvosa”, pelo que a quimioprevenção sazonal da doença pode assumir uma importância crucial. “Esperamos que outras organizações de saúde adotem esta abordagem e garantam que ela seja ampliada em todo o país”, refere o responsável, citado pelos serviços de comunicação dos MSF.

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