Queixas amargas de quem tenta melhores condições de vida e é tratado de maneira desumana e brutal nos países para onde emigram.
Queixas amargas de quem tenta melhores condições de vida e é tratado de maneira desumana e brutal nos países para onde emigram. Tratam-nos como animais, queixa-se um maliano expulso de Espanha, ali Diakité. ao mesmo tempo mostra a foto de um africano de pés amarrados, apertado entre dois polícias e a contorcer-se de dores.
Foram numerosos os africanos que participaram no fórum de Bamako, no Mali, em finais de Setembro até 5 de Outubro. Houreye Sacko, maliana, de 29 anos, grávida, com uma filha de 4 anos, foi expulsa de França: O que nos fizeram é desumano. Um presente interroga: Como é que se pode despachar de um país para outro uma mulher grávida e a sua criança?.
O fórum, em que os migrantes expressaram a sua revolta pela maneira como são tratados, terminou com a formação de uma coligação da organizações não-governamentais. Pretendem assinalar o primeiro aniversário do assalto a Melilla e a Ceuta.
No Outono de 2005, 14 emigrantes africanos foram mortos nesses territórios. alguns deles pelas balas das forças de segurança, quando assaltaram as grades da fronteira.
O reforço das barreiras à volta dos enclaves obrigou os emigrantes clandestinos a desviar a rota. Mais de 27 mil clandestinos conseguiram chegar às Canárias desde Janeiro.

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