A Guiné-Bissau prepara-se para desenvolver um novo programa de formação médica avançada nas áreas da cirurgia geral, cirurgia ginecológica e anestesiologia, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG). A ação de formação acontece no âmbito do programa “Ianda Guiné! Saúde”, e “envolve a participação de 30 clínicos gerais guineenses”, referem os serviços de comunicação da FCG.

A iniciativa vai focar-se nas “áreas decisivas para a melhoria global dos indicadores de saúde do país e que não estão abrangidas noutros projetos de desenvolvimento”, adianta a Gulbenkian. Os módulos de formação prática terão lugar entre o “final de 2021 e 2022”, no Hospital Nacional Simão Mendes, no Hospital Pediátrico São José de Bôr e no Hospital de Cumura.

O curso conta com a “participação de formadores portugueses na Guiné-Bissau” e com o “apoio de médicos guineenses especialistas, num diálogo entre a Ordem dos Médicos de Portugal e da Guiné-Bissau”. O estágio irá decorrer em Portugal. Esta formação tem como propósito “reforçar a capacidade local de formação médica, reconhecendo de forma progressiva a competência dos clínicos guineenses”. O programa “Ianda Guiné” é uma iniciativa da União Europeia. O projeto é cofinanciado e gerido pelo Instituto Camões, com o cofinanciamento da FCG, responsável pela sua implementação. A iniciativa conta com a parceria técnica da Escola de Medicina da Universidade do Minho.

Texto: Juliana Batista

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