Foto ONU

Lembrando que a pandemia de Covid-19 agravou ainda mais os problemas das mulheres, com a perda de trabalho, abusos sexuais e casamentos precoces, o secretário-geral das Nações Unidas apelou aos Estados-membros que aprovem um plano de emergência nacional para combater a violência contra mulheres e raparigas.

“A Covid-19 deu aos homens mais uma oportunidade de monopolizar a tomada de decisões. Devemos a todo o custo voltar a dar as cartas, mudar o software”, afirmou António Guterres na abertura da 65ª sessão da Comissão da ONU sobre a Condição da Mulher.

Segundo o líder da ONU, “estamos a gastar milhares de milhões de dólares em armas que não nos protegem, enquanto negligenciamos a violência sofrida por uma em cada três mulheres no mundo”. Por outro lado, a participação feminina na vida política continua com índices residuais: atualmente, apenas 22 países são dirigidos por mulheres e, ao ritmo atual, a paridade a nível de chefes de governo “não será alcançada antes de 2150”.

Os trabalhos da Comissão decorrem até 26 de março, sobretudo por via digital, e de acordo com as agências internacionais incluem negociações para a aprovação de uma declaração de cerca de 50 páginas, sobre os direitos das mulheres e proteção contra fenómenos como o assédio sexual.

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