A Superiora Geral das Missionárias da Consolata, Simona Brambilla, realçou esta quinta-feira à noite, 25 de março, as qualidades humanas, espirituais e afetivas do beato José Allamano, durante a sua intervenção em mais uma edição das Conferências Allamano, em que ‘retratou’ o fundador dos Missionários e Missionárias da Consolata como um “pai” dócil, sempre preocupado em transmitir o ardor missionário, incentivar à santidade e promover a presença da Consolata nos locais de primeira evangelização.

Licenciada em Psicologia, a religiosa analisou os principais traços de personalidade do beato Allamano, destacando a sua forte relação interior com Deus e “extraordinária intensidade humana” que tentou imprimir aos ‘seus’ missionários. “Com o pai aprendemos que tudo em nós é missão. A missão não se faz, a missão vive-se. A missão é de Deus que nos envolve neste fogo sagrado e nos projeta como faíscas. O pai inspira-nos a viver em profundidade este fogo. O fogo desta vocação”.

Na sessão online, integrada no programa da Peregrinação Anual da Família Missionária da Consolata, a irmã Simona lembrou ainda a paixão que Allamano nutria pelo encontro com o outro, a sua “capacidade de acolher” e a relação de “respeito, estima, apreço e confiança” que mantinha com a mulher: desde a sua mãe, à Mãe Consolata.

“Mesmo a sua fragilidade [em termos de saúde] não o impediu de viver uma vida cheia de vivacidade afetiva. Tinha uma liberdade extraordinária de entrar em contacto e expressar o que lhe ia na alma”, mantendo sempre uma “mente lúcida e o coração apaixonado”, afirmou a religiosa, salientando que no modo de estar de Allamano não havia lugar para “a passividade, a inércia, ou preguiça”.

Convidada a dar uma opinião sobre como devem reagir os missionários ao confinamento e à ausência do encontro, neste tempo de pandemia, Simona Brambilla aconselhou um recuo na história, em particular à experiência vivida noutros tempos pelos missionários e missionárias, por exemplo nas missões da Libéria ou Moçambique, em que estes não podiam sair de casa por causa da guerra. “Temos que aprender muito destes missionários, como eles aprofundaram a sua relação com Deus e com a sua comunidade. Que este tempo de confinamento nos possa fazer saborear mais a escuta”, concluiu.

O ciclo de conferências Allamano termina no próximo dia 4 de março, a partir das 21h00, com uma sessão onde serão oradores o padre José Matias, que este ano celebra 50 anos de sacerdócio, e o casal Rui Sousa e Viviana Nunes, dos Leigos Missionários da Consolata.

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