A crise económica e social provocada pela pandemia de Covid-19 está a atingir em cheio os orçamentos para a educação nos países de baixos e médios rendimentos. Segundo um estudo conjunto do Banco Mundial e da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em 65 por cento destes países, o investimento nas escolas está a ser reduzido, o que pode causar um impacto negativo nos próximos anos.

Antes da crise pandémica, as nações mais ricas investiam o equivalente a 8,5 mil dólares por criança ou jovem matriculados. Já nos países pobres, este gasto era de 48 dólares. Com o desinvestimento, as diferenças aumentaram. De acordo com o relatório, as previsões apontam para uma queda de pelo menos dois biliões de dólares no auxílio à educação, por pelo menos mais seis anos.

Perante o risco de um colapso dos recursos necessários para o setor e até mesmo para se atingirem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o Banco Mundial defende que o financiamento externo é crucial para o apoio à educação nos países mais pobres. O que não se vislumbra fácil, tendo em conta que os países doadores deverão canalizar as ajudas para as suas próprias necessidades, sobretudo na área da saúde e outras emergências.

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