epa01105704 Picture made available on 01 September 2007 shows, in the small village of Mbau Mikereba, deep in the Ituri forest of the Democratic Republic of the Congo (DRC), some of the surviving members of the Pygmy Bambuti community at their home on 31 August, 2007. Pygmie elders have asked the United Nations to set up a court to try government and rebel fighters from the DRC for acts of cannibalism against their people. More than 600,000 pygmies are believed to live in the DR Congo's vast forests, where they survive by hunting and gathering fruits. Some of the worst atrocities allegedly took place when the rebel Movement for the Liberation of Congo (MLC) - which controls the northern DRC, tried to take the region around the town of Mambasa, from the rival Congolese Rally for Democracy. Both sides in the war regard them as 'subhuman', and some say their flesh can confer magical powers. EPA/PIERO POMPONI

Os missionários Combonianos estão a desenvolver um projeto assente na formação de jovens pigmeus, para proporcionar a sua integração social na região de Mungbere, no noroeste da República Democrática do Congo (RDC). Além da criação de uma escola, onde os estudantes podem permanecer por longos períodos de tempo, estão também a ser promovidas jornadas de formação sobre técnicas agrícolas.

“Desde a chegada dos primeiros padres Combonianos ao Congo, na década de 1960, o compromisso com estas pessoas tem sido o de lutar contra o preconceito e conseguir que os pigmeus não se vejam obrigados a viver marginalizados no interior da floresta”, explica o padre Pierre Levati, citado pela agência Fides.

Segundo o sacerdote, apesar das dificuldades em encontrar os jovens pigmeus na floresta, contactá-los e conseguir estabelecer a comunicação, nos últimos 20 anos tem sido desenvolvido um programa de educação, saúde e desenvolvimento, através do qual se tem procurado inverter a taxa de analfabetismo que ronda os 97 por cento.

Ao abrigo deste programa foi construído um internato no centro de Mungbere, que alberga atualmente 110 jovens. “Esta estrutura, embora tenha sido construída para as crianças pigmeu, tem as portas abertas também aos menores bantú, a outra etnia que habita na zona e também necessita de integração”, adianta o missionário.
O projeto inclui ainda cursos sobre o cultivo e a criação de gado, com o intuito de envolver os jovens, “reduzir a pobreza, os roubos e a deambulação”. No final da formação, conclui Pierre Levati, “os participantes receberão ferramentas de trabalho para o início das suas atividades”.

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