A Conferência Episcopal do Peru emitiu uma nota a condenar a vacinação contra a Covid-19 de alguns funcionários do Estado e respetivas famílias, ao arrepio do plano sanitário estabelecido. O caso gerou um autêntico escândalo público no país e deixou irado o Chefe de Estado, Francisco Sagasti.

“A indignação que gera este caso agrava-se porque deixa de lado quem desde há mais de um ano se tem sacrificado na linha da frente de combate à pandemia. Não é possível que médicos, enfermeiras, polícias, funcionários públicos e muitos outros voluntários continuem a morrer, enquanto um grupo insensível procura o seu próprio interesse”, refere a nota episcopal, citada pela agência Fides.

Tal como grande parte dos peruanos, também o Chefe de Estado se manifestou “indignado e furioso” por altos funcionários do governo terem abusado da sua autoridade para obter a vacina. A descoberta desta fraude levou à instauração de um inquérito e os ministros da Saúde e Relações Exteriores renunciaram aos cargos.

O Peru é um dos países da América Latina mais afetados pela pandemia, registando até agora mais de 400 mil mortes e mais de 1,2 milhões de casos de Covid-19. Na Quarta-Feira de Cinzas, a Igreja peruana prestou homenagem a todos os profissionais de saúde que morreram com o novo coronavírus, durante a tradicional Missa que abre a Quaresma na Catedral de Trujillo.

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