O diretor de Igreja e Sociedade da Conferência Episcopal da Nigéria, padre Uchechukwu Obodoechina, lamentou esta semana o facto de o governo não ter utilizado os 425 hospitais e clínicas disponibilizadas pela Igreja Católica para servirem de centros de isolamento para doentes com Covid-19.

“O governo, na sua inépcia, nunca apreciou este grande sacrifício feito pela Igreja, nunca utilizou uma das diferentes estruturas colocadas à sua disposição, nem mostrou gratidão por isso, mas a Igreja continuou a oferecer consolo e assistência aos pobres nas zonas rurais e onde quer que se encontrem”, afirmou o sacerdote numa nota citada pela agência Fides.

Em maio do ano passado, o grupo de trabalho presidencial sobre a Covid-19 tinha incentivado os 36 governadores a pedir à Igreja que cedesse as suas instalações de saúde, advertindo que para alguns deles podia ser impossível fazer frente à quantidade de casos de coronavírus que se registariam nos seus estados.

Mas na realidade, este incentivo não passou disso mesmo. “O governo deveria ter podido subsidiar as estruturas da Igreja, equipa-las para fornecer 100 por cento dos serviços de saúde nas zonas rurais, porque os serviços são para os cidadãos, mas preferiu manter um sistema de saúde disfuncional”, criticou o padre Obodoechina.

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