O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou profunda preocupação com a situação em Myanmar, marcada pelo “uso crescente da força e um suposto envio de veículos blindados para as principais cidades” do país, e apelou ao exército e à polícia que garantam “o pleno respeito pelo direito à reunião pacífica e que os manifestantes não sejam submetidos a represálias”.

A ONU vem condenando a tomada do poder pelos militares e a prisão de proeminentes líderes políticos e funcionários do governo, incluindo da conselheira de Estado Aung San Suu Kyi e o Presidente Win Myint. Numa nota agora divulgada pelo seu porta-voz, Guterres realça também que os relatos repetidos “de violência contínua, intimidação e assédio por parte do pessoal de segurança são inaceitáveis”.

O líder das Nações Unidas considera “muito preocupantes” as prisões contínuas de lideranças políticas, governantes, integrantes da sociedade civil e representantes da comunicação social, e lembra que os serviços de internet e de comunicação “não devem ser interrompidos para garantir o direito à liberdade de expressão, que inclui o acesso à informação”.

 

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