Foto: ACNUR / Santiago Escobar-Jaramillo

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e o governo da Costa Rica assinaram um novo convénio para assegurar proteção médica gratuita aos que fugiram do seu país e enfrentam uma situação vulnerável agravada pela pandemia de Covid-19. A maioria destas pessoas é originária da Nicarágua, Venezuela, Cuba e norte da América Central.

O acordo permitirá reforçar o seguro médico que já beneficia 6.000 pessoas requerentes de asilo e refugiadas mais vulneráveis na Costa Rica desde 2020, e alcançar mais 4.000 pessoas em 2021. É dirigido sobretudo a pessoas com antecedentes médicos ou em extrema vulnerabilidade económica.

“Sabemos que isto marcará uma grande diferença na qualidade de vida das famílias que fugiram dos seus países em busca de refúgio para salvaguardar as suas vidas e as da sua família. Em especial num momento em que a pandemia tem mostrado as grandes lacunas de desigualdade em todo o mundo”, expressou o Presidente costa-riquenho, Carlos Quesada.

O seguro médico disponibilizado ao abrigo do novo convénio terá um custo de 2,3 milhões de dólares, verba que será financiada pelo ACNUR. Só nicaraguenses, a Costa Rica alberga mais de 85 mil requerentes de asilo que fugiram da violência e da perseguição.

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