A maioria dos deputados no Parlamento Europeu aprovou esta quarta-feira, 10 de fevereiro, um plano de ação para reutilização de recursos proposto pela Comissão Europeia (CE) em março do ano passado, considerado um dos pilares fundamentais do Pacto Verde Europeu e um meio para alcançar a redução efetiva do consumo de recursos até 2030.

O plano prevê iniciativas legislativas em áreas chave para atingir uma economia circular – plásticos, têxteis, resíduos eletrónicos, alimentos, água e nutrientes, embalagens, baterias e veículos, edificações e construção – e um dos maiores desafios que levanta é tornar economicamente rentável para as empresas este novo passo para travar as emissões de carbono.

“Temos que desvincular as nossas economias do crescimento, temos que ser mais inteligentes na forma como usamos os recursos, o que é mais eficiente para o emprego, pois se atuarmos desta forma, a economia circular criará 700 mil postos de trabalho até 2030”, afirmou a eurodeputada sueca da aliança de socialistas e democratas, Jytte Guteland.

Os eurodeputados pedem ainda à Comissão Europeia uma legislação em 2021 que amplie o alcance da Diretiva Comunitária sobre desenho ecológico para incluir produtos não energéticos e que permita estabelecer normas específicas para que os distintos produtos sejam eficientes em recursos e energia.

“Precisamos de um bom sistema de rastreio, um sistema de certificação de produtos reciclados para que se saiba que se trata de produtos de alta qualidade, seguros e que podem obter uma ecoetiqueta. Assim, as pessoas ficam a saber que é um bom produto reciclado”, salientou o eurodeputado holandês, Jan Huitema.

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