Foto: Pedro Sá da Bandeira / Lusa

Um grupo de voluntários ligado à Comissão de Justiça e Paz da diocese de Zomba, no Malawi, lançou recentemente o “Projeto Albinismo”, para ajudar as pessoas com albinismo no seu dia-a-dia e protegê-las de eventuais violações graves de direitos humanos.

O fenómeno do albinismo em vários países africanos faz com que as pessoas albinas vivam constantemente sobressaltadas com a possibilidade de serem sequestradas ou assassinadas, por causa das crenças generalizadas que algumas partes do seu corpo têm poderes especiais, ou sejam condenadas à marginalização, devido a esta superstição.

Para melhor poderem identificar as pessoas que sofrem deste problema e os desafios que enfrentam nas comunidades onde se inserem, os voluntários vão ter bicicletas à disposição para que possam deslocar-se com mais facilidade e chegar a um maior número de albinos, explicou à agência Fides o coordenador do projeto.

No Malawi, os distritos de Zomba e Machinga de Amidu são aqueles onde há mais pessoas com albinismo. Segundo estatísticas oficiais, em 2018, o país africano tinha mais de 134 mil pessoas com albinismo, o que significa 0,8 por cento da população.

 

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