Foto: EPA / Natacha Buhler

A violência e a insegurança depois das eleições presidenciais de 27 de dezembro do ano passado, na República Centro-Africana (RCA), já forçaram mais de 200 mil pessoas a fugir das suas casas em menos de dois meses, muitas delas sujeitas a condições de vida “terríveis”, segundo informações veiculadas recentemente pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Mais de metade destas pessoas deslocou-se para outras áreas dentro do país, cerca de 92 mil fugiram para a República Democrática do Congo (RDC) e mais de 13 mil estão repartidas entre os Camarões, Chade e República do Congo. A instabilidade que se vive na região impede as equipas humanitárias de levar ajuda à grande maioria destes deslocados.

“Fomos informados da presença de grupos armados nas localidade de Batangafo e Bria onde se estão a refugiar as comunidades deslocadas internamente, o que supõe uma violação do caráter humanitário e civil desses lugares”, alertou um porta-voz do ACNUR, salientando que os deslocados correm sérios riscos de recrutamentos forçados, restrição de movimentos e extorsão.

Segundo Boris Cheshirkov, os centro-africanos que conseguiram chegar à RDC, através dos rios Ubangi, Mbomou e Uele, instalaram-se em cerca de 40 localidades das províncias de Ubangi do Norte, Ubangi do Sul e Baixo Uele, mas muitos vivem em condições extremas em zonas isoladas e de difícil acesso, enfrentando uma grave escassez de alimentos.

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