Foto: UNICEF

A suspensão das aulas presenciais está a gerar “uma grande crise nutricional” pelo mundo. Há cerca de 370 milhões de crianças que deixaram de receber 40 por cento das refeições na escola, quando, em várias partes do mundo, os alunos têm nos estabelecimentos de ensino a sua única fonte de alimentação.

Num comunicado conjunto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Programa Alimentar Mundial (PAM) revelam que, desde março do ano passado, com o encerramento das escolas, mais de 39 biliões de merendas escolares deixaram de ser distribuídas e milhões de alunos continuam fora das salas de aula. Mais do que perder o ensino, muitos menores deixaram também de receber a nutrição de que necessitam.

Segundo David Beasley, diretor-executivo do PAM, a perda da merenda escolar prejudica o futuro de milhões de crianças pobres pelo mundo e deixa em risco uma geração inteira. Durante a pandemia, houve uma redução de 39 por cento na cobertura de serviços de merenda escolar incluindo programas de micronutrientes em países de baixos e médios rendimentos. E os projetos de combate à má nutrição infantil também foram prejudicados.

A líder do UNICEF, Henrietta Fore, manifesta-se ainda preocupada com um possível êxodo escolar, já que, com a pandemia, 24 milhões de alunos correm o risco de desistir da educação, o que causaria um retrocesso no aumento do número de matrículas, obtido nas últimas décadas. A responsável defende, por isso, que se dê prioridade à alimentação escolar e que se reforce o investimento na higienização com fornecimento de sabão e água limpa em todas as escolas.

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