Foto: Martino Grua

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Rutger, em Nova Jersey, nos Estados Unidos da América, concluiu que a temperatura global da terra tem estado a aumentar durante os últimos 12.000 anos, um facto que dá mais clareza sobre as alterações climáticas ocorridas durante o Holoceno.

Segundo os autores da investigação, publicada na revista Nature, os estudos anteriores desenvolveram reconstruções de variações de temperaturas históricas a partir de materiais geológicos, uma abordagem que sugere que um pico de temperatura máxima foi atingido há cerca de 6.000 anos, seguindo-se um declínio até ao período industrial. No entanto, sublinham, estas reconstruções chocam com as investigações efetuadas a partir de modelos climáticos de longo prazo, que indicam que houve um aquecimento contínuo durante todo o período.

“A nossa reconstrução demonstra que a primeira metade do Holoceno foi mais fria que a época industrial, devido ao efeito de arrefecimento causado pelas placas de gelo que restaram do período glaciar anterior, o que contradiz as reconstruções de temperaturas globais anteriores”, assinala em comunicado Samantha Bova, principal autora do estudo agora divulgado.

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