Foto: EPA / Riccardo Antimiani

Num momento em que o novo ano oferece uma nova esperança no combate à Covid-19, com o início da vacinação, um grupo de economistas do Banco Mundial analisou os efeitos da pandemia na pobreza e concluiu que o ano de 2020 será inédito no aumento de novos pobres em todo o mundo. Os especialistas estimam que haverá mais entre 119 a 124 milhões de pessoas a viver na pobreza.

Antes desta pandemia, o único caso registado nos últimos 30 anos de aumento em número mundial de pobres como consequência de uma situação crítica foi o da crise financeira asiática, que elevou a pobreza extrema em 18 milhões de pessoas em 1997 e somou outros 47 milhões em 1998. Nas duas décadas seguintes, a quantidade de pessoas que viviam na pobreza extrema tinham diminuído em mais de 1.000 milhões.

“Não há dúvida que 2020 foi um ano excecionalmente difícil na história recente. Apesar de se terem alcançado avanços no desenvolvimento de vacinas, não parece que o aumento da pobreza ocorrido o ano passado seja revertido em 2021”, afirmam os especialistas, estimando para este ano um novo aumento de pobres, entre os 143 e 163 milhões.

Embora as previsões para 2021 sejam ainda muito preliminares, elas mostram que para milhões de pessoas em todo o mundo esta crise não será efémera. “Esperamos que quando fizermos o balanço de 2021, dentro de um ano, os dados referentes à redução da pobreza sejam muito melhores do que o que esperamos agora. No entanto, a pioria contínua das perspetivas de crescimento que observámos durante o último ano, poderão indicar o contrário”, sublinham os economistas.

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