O Tratado de Proibição de Armas Nucleares, o primeiro acordo multilateral de desarmamento nuclear em mais de duas décadas, entra em vigor esta sexta-feira, 22 de janeiro. É “um passo importante para um mundo livre de armas nucleares e uma forte demonstração de apoio às abordagens multilaterais do desarmamento nuclear”, considera o secretário-geral das Nações Unidas.

Em mensagem para assinalar o acontecimento, António Guterres recorda os “testemunhos trágicos” dos sobreviventes das explosões e dos testes nucleares, considerando-os “um força moral fundamental” para a efetivação do Tratado. E reitera a esperança que as normas previstas no documento se tornem uma realidade.

“As armas nucleares representam perigos crescentes e o mundo necessita de ações urgentes para garantir a sua eliminação e prevenir as consequências catastróficas para a humanidade e para o ambiente que o seu uso poderia causar. A eliminação das armas nucleares continua a ser a maior prioridade de desarmamento das Nações Unidas”, sublinha Guterres.

Adotado em 7 de julho de 2017, o Tratado só podia em vigor após ser ratificado por 50 Estados-membros, a quantidade mínima exigida para tal. Ao todo, 86 países já firmaram o documento. As nações de língua portuguesa todas aderiram, à exceção de Portugal.

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