Foto: EPA / Russell Boyce

A região do Médio Oriente, já por si mais quente e seca, enfrenta um futuro “sombrio” com o aquecimento global, que está “a avivar ainda mais as fricções entre grupos étnicos” e a aumentar as tensões “pela degradação do clima, alerta uma investigação recente de Dan Rabinowitz, professor de sociologia e antropologia da Universidade de Tel Aviv.

Segundo o investigador, a redução de cultivos “obrigará milhões de pessoas a abandonar as zonas rurais do interior e procurar refúgio nas cidades” com infraestruturas precárias e pouca capacidade ou vontade de acolher novos habitantes.

Situação idêntica já se verificou em “casos trágicos” como os do Sudão ou da Síria e “poderá converter-se numa nova normalidade no Médio Oriente”, afirma Rabinowitz, sublinhando que os países pobres, “cujas contribuições para a crise climática foram relativamente menores, são os mais sofrerão” por falta de meios para adaptar-se.

De acordo com o investigador, a era do petróleo está a chegar ao fim e as fontes de energia renovável atualmente eclipsam os combustíveis fósseis no transporte e produção de eletricidade. Por isso, defende como “imperativo” que os Estados do Golfo reúnam todos os elementos para mudar de estratégia.

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