O Gabinete das Nações Unidas para a África Ocidental e Sahel (UNOWAS, na sigla em inglês) fez um balanço sobre a situação política e de segurança na região e manifestou preocupação com as limitações à liberdade de imprensa, a detenção ilegal e violação de direitos humanos na Guiné-Bissau contra adversários políticos.

“Na Guiné-Bissau, a insegurança e as violações dos direitos humanos contra adversários políticos continuaram a ser uma preocupação, com relatos de detenções arbitrárias, intimidação” e detenções ilegais, refere um relatório da UNOWAS citado pela agência Lusa.

O documento, elaborado pelo representante do secretário-geral da ONU para a África Ocidental, Mohamed Ibn Chambas, será analisado na próxima segunda-feira, 11 de janeiro, pelo Conselho de Segurança, dá ainda conta das limitações no país à liberdade de imprensa, com bloggers e ativistas políticos a serem “alvos de pessoas uniformizadas e armadas”.

De acordo com o relatório, durante o ano de 2020, foram registadas perseguições e detenções arbitrárias de políticos guineenses, principalmente militantes e simpatizantes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que venceu as legislativas de 2019, mas que não está no governo.

As instalações da rádio Capital, em Bissau, crítica do atual regime, também foram destruídas e dois ativistas políticos, do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15, no governo) foram espancados por alegados membros da segurança do chefe de Estado.

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