O buraco de ozono na Antártida registou uma temporada excecional o ano passado e fechou em finais de dezembro, tendo sido classificado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) como o mais duradouro e um dos maiores e mais profundos desde o início da monitorização, há 40 anos.

Em contraste com o que havia acontecido no ano anterior, em 2020, o buraco cresceu rapidamente a partir de meados de agosto e atingiu o ponto máximo, em 20 de setembro, espalhando-se pela maior parte do continente. O fenómeno foi impulsionado por um vórtice polar forte e temperaturas muito frias na estratosfera, fatores que também contribuíram para o buraco recorde de ozono no Ártico.

O Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozono, de 1987, previa medidas para controlar a produção e o consumo global de cerca de 100 produtos químicos prejudiciais à camada. Desde a sua proibição, a camada de ozono tem recuperado lentamente e os dados mostram uma tendência de diminuição da área do buraco de ozono, sujeita a variações anuais.

A última avaliação da OMM, emitida em 2018, concluiu que a camada está no caminho da recuperação. Ainda assim, a chefe da Divisão de Pesquisa Ambiental Atmosférica da OMM, Oksana Tarasova, “ainda há substâncias danosas suficientes na atmosfera para causar a destruição da camada anualmente”

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