Os desastres naturais a nível mundial provocaram danos avaliados em cerca de 170 mil milhões de euros em 2020, com os Estados Unidos da América (EUA) a figurarem como um dos territórios mais afetados por furacões e incêndios florestais, revelou esta semana uma das principais seguradoras alemãs. Os prejuízos superam desta forma os 134 mil milhões de euros verificados no ano anterior, num momento em que o aquecimento do planeta faz aumentar os riscos de catástrofes naturais.

De acordo com a avaliação feita pela Munich Re, as perdas que foram seguradas aumentaram de 46 mil milhões de euros em 2019 para os 66 mil milhões o ano passado. Para Torsten Jeworrek, do conselho de administração da seguradora, “as alterações climáticas vão ter um papel cada vez mais importante em todos estes perigos”, como a ocorrência de furacões, fogos florestais e outras tempestades, pelo que “é hora de atuar”.

Em 2020, a temporada de furacões foi “hiperativa”, com um recorde de 30 tempestades, superando as 28 de 2005. Por outro lado, as ondas de calor e as secas alimentaram os incêndios florestais, causando prejuízos de quase 13 mil milhões de euros só na região oeste dos EUA. Já as inundações na China representaram a perda individual mais custosa: quase 14 mil milhões de euros, dois quais apenas dois por cento estavam cobertos por seguros.

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