A Cidade do México, uma das maiores da América Latina, entrou em 2021 com uma inovadora e ambiciosa proibição de plásticos de uso único, os chamados produtos descartáveis, uma medida que visa reduzir o consumo e comercialização de plásticos não biodegradáveis e colocar a capital mexicana na rota da sustentabilidade.

A normativa faz parte da segunda etapa da Lei de Resíduos Sólidos, criada para travar a comercialização, distribuição e entrega de plásticos de um só uso, e inclui a proibição de garfos, facas, colheres, palitos de misturar, pratos e palhinhas, assim como de cápsulas de café, cotonetes, balões, chávenas e suas tampas, bandejas para transporte de alimentos, aplicadores de tampões, “total ou parcialmente de plástico, destinados ao descarte após um único uso”.

Para Ornela Garelli, especialista em consumo responsável e alterações climáticas da organização ambientalista Greenpeace, as novas regras eram desejáveis e são aplicáveis. “Para ser eficaz, a medida requer o apoio dos cidadãos para que as proibições, além de os impedirem de adquirir, comprar ou aceitar estes produtos, convidam a transformar os hábitos de consumo e a caminhar para estilos de vida mais sustentáveis”, disse a ativista.

No México são produzidas mais de sete milhões de toneladas de plástico por ano e 48 por cento deste material destina-se a recipientes e embalagens. Embora muitos destes produtos sejam recicláveis, nem sempre terminam na reciclagem. A nível nacional, pelo menos 20 dos 32 estados determinaram restrições ao uso de plástico de uso único.

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