O governo moçambicano, em parceria com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) e vários meios de comunicação social, está a desenvolver várias atividades de sensibilização para os riscos da caça furtiva, levando figuras conhecidas da rádio nacional e peças de teatro às aldeias do Parque Nacional de Limpopo.

O objetivo é fazer passar a mensagem de que “a caça furtiva não é um emprego, mas uma irresponsabilidade”, numa região em que as comunidades, que não beneficiam diretamente do turismo e onde é difícil viver da agricultura, acabam por ser aliciadas a juntar-se ao comércio ilegal de marfim por razões financeiras.

“Falta-nos água. O poço só tem água durante meio-dia, depois das 15 horas está seco. Muitas famílias dependem [da caça furtiva]. Mas fomos informados de que a caça furtiva foi proibida, e mesmo que um animal apareça aqui na aldeia, não podemos disparar contra ele”, assegura Fátima Mário, residente da aldeia de Captine, revelando no final de uma destas sessões, que agora os caçadores furtivos vêm de fora.

Para Marcelino Foloma, representante do WWF Marcelino Foloma, o envolvimento da população é fundamental na luta contra a caça furtiva. “Trata-se de um crime organizado, que não é visível. Para ser visível, há que apanhar as pessoas em flagrante delito, para poder prender os criminosos”, sublinha o ativista.

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