Foto: Lusa

As informações sobre os contornos da libertação ainda são escassas, mas as autoridades nigerianas anunciaram esta sexta-feira, 18 de dezembro, que os 344 estudantes sequestrados na escola secundária de Kankara, no estado de Katsina, no noroeste da Nigéria, já foram todos libertados sem que tenha sido pago qualquer resgate aos sequestradores.

O grupo jihadista Boko Haram havia reivindicado o ataque, realizado na noite de 11 para 12 de dezembro, no entanto, as autoridades de Katsina atribuem o sequestro em massa a grupos criminais locais. Nos últimos anos, o conflito entre o movimento extremista e o exército tem-se concentrado na região nordeste, envolvendo os países vizinhos Camarões, Chade e Níger.

“A Nigéria não está em guerra com outro país e nunca esteve. Porém, o norte do país, com a organização terrorista Boko Haram, os pastores fulani, agora os chamados ‘bandidos’, e alguns fanáticos religiosos muçulmanos, tem seguido os passos dos políticos que em 2000 tentaram atingir a democracia na Nigéria através da força e em contradição com a Constituição Federal, com a adoção da sharia em 12 estados”, lamentou Obiora Ike, diretor do Instituto Católico de Desenvolvimento, Justiça, Paz e Cáritas, citado pela agência Fides.

Neste sentido, o prelado lança um apelo urgente à comunidade internacional para que preste maior atenção à Nigéria, antes que seja tarde de mais. “A crise humanitária e migratória resultante de um possível alastramento do conflito interno seria demasiado difícil de manejar no caso de confronto geral. A Conferência Episcopal da Nigéria, a Associação Cristã da Nigéria, os muçulmanos moderados, o Vaticano e algumas vozes ilustres continuam a pedir entendimento mútuo, paz, estabilidade e progresso na maior economia africana e no país mais povoado do continente”, sublinhou Obiora Ike.

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