Garimpo ilegal

A meta era chegar às 100 mil assinaturas, mas foram mais de 439 mil as pessoas que subscreveram a petição “Fora garimpo, for Covid”, para exigir ao governo brasileiro que pare o genocídio dos povos indígenas yanomami e ye’kwana, ordenando a expulsão imediata dos 20 mil garimpeiros ilegais da Terra Indígena Yanomami.

Joenia Wapichana, a primeira indígena deputada federal do Brasil, receberá, virtualmente, a petição das lideranças yanomami e ye’kwana, esta quinta-feira, 3 de dezembro, numa sessão online que contará com a participação de representantes de outros povos indígenas, revelou a Survival Internacional.

A entrega do documento ocorre após a publicação de um novo relatório que revela a crise humanitária que se alastra no território yanomami, por causa da propagação da Covid-19. “Queremos protocolar esse documento perante as autoridades brasileiras. É um instrumento de denúncia dos problemas da invasão dos garimpeiros, da contaminação do meio ambiente como os nossos rios e ainda sobre as doenças, essa xawara [epidemia], que tem matado muita gente”, sublinhou Dario Yanomami, porta-voz da campanha e vice-presidente da Hutukara, a associação que representa os povos yanomami e ye’kwana.

Para Fiona Watson, diretora de Pesquisas e Campanhas da Survival, a trabalhar com os yanomami há três décadas é preciso agir com urgência antes que seja tarde de mais. “O governo está a criar condições para outro genocídio do povo yanomami. Se as autoridades não agirem agora para expulsar os garimpeiros e impedir a disseminação do coronavírus e da malária, os yanomami, os ye’kwana e várias comunidades isoladas altamente vulneráveis do território verão suas vidas serem destruídas”, disse a ativista.

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