A coligação de organizações ambientalistas C6 pediu ao governo português que adote a proibição de uso de munições de chumbo nas zonas húmidas, decidida pelo Parlamento Europeu, por forma a garantir a preservação do meio ambiente e salvaguardar a saúde pública.

Em comunicado, citado pela agência Lusa, os ativistas afirmam que a decisão, que carece ainda de aprovação dos parceiros no Concelho Europeu, permitirá salvar milhares de aves selvagens de uma morte lenta e dolorosa por envenenamento”, bem como “salvaguardar a saúde pública”.

“Estima-se que cerca de 21 mil a 27 mil toneladas de chumbo, com propriedades altamente tóxicas, são dispersas para o ambiente na União Europeia todos os anos devido apenas à caça”, sublinha a coligação, lembrando que as pequenas esferas dispersas pelos habitats acabam por ser engolidas por “cisnes, flamingos, patos e gansos”, que as confundem com sementes ou com os seixos que engolem para ajudar a digestão, resultando na morte de mais de um milhão de aves todos os anos.

“Esperamos que esta proibição seja rapidamente implementada na Europa e adotada em Portugal para que as munições de chumbo sejam rápida e eficazmente substituídas pelas alternativas que já existem no mercado”, afirma, por sua vez, o presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Joaquim Teodósio.

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