O ano passado, pelo menos 243 milhões de mulheres e meninas foram vítimas de violência doméstica. O autor, na esmagadora maioria dos casos, foi um parceiro ou pessoa íntima. Já este ano, desde o início da pandemia, o número de chamadas para as linhas de apoio a vítimas de violência doméstica aumentou 500 por cento, segundo dados das Nações Unidas, a propósito do Dia Internacional para Eliminação da Violência a Mulheres, que se assinala esta quarta-feira, 25 de novembro.

Para António Guterres, secretário-geral da ONU, a violência contra mulheres e meninas “constitui uma ameaça aos direitos humanos em nível mundial”. E a pandemia de Covid-19 “veio confirmar que esta é uma emergência global que requer uma ação urgente por parte de todas as pessoas, a todos os níveis, em todos os lugares”.

O impacto social e económico da crise pandémica lançou um grande número de mulheres e meninas na pobreza, e o risco de serem alvos de violência continua a aumentar. Para acabar com esta “pandemia silenciosa da violência”, Guterres tem vindo a apelar à comunidade internacional que aumente as suas ações e recursos para enfrentar este crime como parte da resposta à Covid-19.

Segundo o líder da ONU, “não basta intervir após o ato de violência contra as mulheres”. É necessário também prevenir a violência, em particular, abordando normas sociais e desequilíbrios de poder, e dotar as polícias e os sistemas judiciais de ferramentas que aumentem a responsabilização dos agressores e ponham fim à impunidade.

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