Os suíços vão decidir, no próximo domingo, 29 de novembro, se proíbem o financiamento aos fabricantes de armas, através de um referendo antimilitarista. O país é considerado neutral e não participa numa guerra há 200 anos.

Segundo dados revelados por uma consultora independente, os bancos suíços concederam vários empréstimos e têm ações no valor de quase 11 mil milhões de dólares em algumas das principais empresas de fabrico de armas.

“Uma enorme quantidade de dinheiro vai da Suíça para uma indústria que lucra com a morte e a destruição. Como pode um país que se diz neutral beneficiar do material de guerra?” interroga Julia Keung, do Partido dos Jovens Verdes, e uma das ativistas que promoveu a recolha de assinaturas para obrigar ao referendo.

Várias entidades bancárias, entre elas o Banco Nacional Suíça manifestaram-se contra a iniciativa, alegando que poderá criar “insegurança jurídica”, prejudicar a independência do banco central e debilitar o país enquanto local de negócios.

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