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Apesar das respostas encorajadoras da União Europeia (UE), Japão e Coreia do Sul, que prometem neutralidade do carbono até 2050 juntamente com mais 110 países, o secretário-geral das Nações Unidas lembra que o mundo “ainda está atrasado nesta luta contra o tempo” e pede ao bloco comunitário que se assuma como um “exemplo” na área do clima.

Espera-se que já no próximo ano, países que concentram mais de 65 por cento das emissões globais de dióxido de carbono e mais de 70 por cento da economia mundial tenham assumido compromissos com a neutralidade de carbono. Mas para além desse esforço, cada país, cidade, instituição financeira e empresa deve adotar planos para a transição para emissões líquidas zero até 2050, e divulgá-los antes da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-26), refere António Guterres.

Para o líder da ONU, a União Europeia “liderou as emissões líquidas zero no G-20”, mas agora precisa “continuar a comandar com compromissos de curto prazo concretos e ambiciosos”. E para que isso aconteça, é “essencial” que se comprometa a reduzir as emissões em pelo menos 55 por cento até 2030.

Guterres deixa ainda dois pedidos aos ministros europeus: primeiro, que todo o carvão seja eliminado gradualmente na UE até 2030 e nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), até 2040; segundo: que a organização pare de financiar os combustíveis fósseis a nível internacional.

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