O imparável crescimento de habitantes no planeta, com uma previsão de 9,7 mil milhões de pessoas para o ano 2050, afetará a humanidade em muitos fatores, mas um deles terá especial relevância para a nossa subsistência: a produção de alimentos. Para cumprir com os elevados volumes de produção alimentar, os especialistas afirmam que os oceanos, através da aquicultura, podem converter-se num aliado inesperado na abordagem a este desafio.

O cultivo de espécies aquáticas, tanto animais como vegetais, é um dos setores de produção de alimentos de mais rápido crescimento no mundo, tendo atingido, em 2018, um recorde produtivo histórico de 114,5 milhões de toneladas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Ao mesmo tempo, a aquicultura tornou-se na principal fonte de pescado disponível para consumo humano, desde 2016.

Neste contexto, a agência da ONU prevê que durante os próximos anos este atividade continue a dominar o mercado dos alimentos de origem marinha e que, através de uma gestão sustentável, poderá ter um efeito transformador na forma como alimentamos a população mundial.

“O potencial da economia azul sustentável (o desenvolvimento das atividades económicas oceânicas de forma integrada e sustentada) para alimentar o mundo é imenso. Não podemos esquecer que o oceano cobre 70 por cento da superfície do planeta e que muito mais de 90 por cento do espaço habitável está em baixo da superfície do oceano”, sublinha o enviado especial do secretário-geral da ONU para os Oceanos, Peter Thomson.

Segundo o responsável, os oceanos proporcionarão uma grande parte dos alimentos nutritivos de que necessitamos, através do “desenvolvimento de novas formas de aquicultura sustentável com espécies e alimentos adequados, da maricultura (cultivo de plantas e animais marinhos), do cultivo de crustáceos e prestando maior atenção às macroalgas para a alimentação humana e animal”.

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