Foto: M. Martins

A paróquia de Nossa Senhora da Conceição, na diocese de Setúbal, está a distribuir diariamente alimentos secos e refeições quentes a cerca de 300 pessoas e cada vez a zona de atendimento social é mais procurada devido à crise económica que se agravou por causa da pandemia de Covid-19.

Segundo o pároco local, o índice se pobreza nos bairros sociais da periferia da cidade é cada vez mais elevado, afetando centenas de famílias, entre as quais oriundas de África e descendentes de africanos, que com o agravar da pandemia ficaram no desemprego. As pessoas “vivem de facto numa situação de exclusão social em que são privadas de bens essenciais para viver, bens alimentares, ou não têm dinheiro para pagar rendas de casa, água e luz”, testemunha Constantino Alves.

Em declarações à agência DW África, o sacerdote revelou que todos os meses os serviços paroquiais apoiam, de diversas formas, cerca de 750 pessoas. Do conjunto de beneficiários, há famílias que receberam cartões pré-carregados para compra de bens alimentares nos supermercados, e a instituição criou há cinco anos uma clínica dentária, que presta serviço a baixo custo aos carenciados, tendo já assistido mais duas mil pessoas dos bairros pobres.

Liana Ribeiro, angolana e mãe de dois filhos, é uma das pessoas apoiada mensalmente com alimentos. Veio para Portugal para receber tratamento médico, há dois anos, e desde então tem sido ajudada por familiares. Sem meios de subsistência suficientes, tem recorrido aos serviços paroquiais, tal como muitos outros africanos.

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