As aulas para os alunos do 10º ano foram retomadas na segunda quinzena de outubro e os estudantes do 7º ano também deviam regressar à escola na primeira semana de novembro, mas na província de Inhambane, em Moçambique, muitas dos estabelecimentos de ensino continuam praticamente vazios. Os pais e os estudantes não se sentem seguros, por falta de condições que garantam proteção contra possíveis contágios com o novo coronavírus.

Entre as mais de 800 escolas da sétima classe, foram poucas as que conseguiram comprar material para lavagem das mãos e quase todas enfrentam problemas de falta de água. Perante este cenário, são muitos os estudantes e encarregados de educação a pedir a anulação do ano letivo. “O nosso governo só está a olhar para as cidades e não olha para o campo, onde ter água é um problema sério. Eu prefiro que as crianças percam o ano, mas ganhem a vida, porque isso não se compra”, desabafou Sandra Gulamo, aluna numa zona rural.

Em declarações às agências internacionais, Palmira Palma Pinto, diretora provincial de Educação em Inhambane, reconheceu a existência de problemas para o regresso às aulas, mas escusou-se a avançar muitos detalhes. “O que esta por trás desta situação é a problemática de água”, justificou a responsável.

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