Foto: "Arquidiocese de Manágua"

A situação económica na Nicarágua, devido à pandemia, está a revelar-se cada vez mais grave para muitas famílias e para os mais pobres em particular, mas também para as paróquias que vivem das ofertas dos fiéis. Muitos párocos já não conseguem nem liquidar as faturas da água e eletricidade.

“As nossas 115 paróquias na arquidiocese de Manágua estão a sofrer cada vez mais para poder pagar os serviços básicos. Falei com os sacerdotes e disseram-me que mesmo renunciando ao seu salário as paróquias não podem pagar as suas faturas de luz e água, a não ser com a ajuda dos fiéis”, testemunhou o arcebispo da capital nicaraguense, cardeal Leopoldo Brenes, citado pela agência Fides.

Em declarações à imprensa local, o vigário geral da arquidiocese, Carlos Avilés, destacou que o aumento dos custos dos serviços e o encerramento das igrejas, por causa do novo coronavírus, deixou muitas paróquias em situação crítica, por não terem podido contar com as ofertas dos fiéis.

Os especialistas em economia consideram que a crise económica na Nicarágua, agora agravada pela pandemia, se foi acentuando a partir de abril de 2018, após a violenta repressão por parte do governo aos protestos populares, o que levou ao encerramento de muitas empresas e ao desinvestimento estrangeiro no país.

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