O mais recente relatório da Comissão Europeia sobre os progressos na luta contra o tráfico de seres humanos, relativo aos anos de 2017 e 2018, revela padrões contínuos neste tipo de crime, nomeadamente no que diz respeito à população feminina. Entre as mais de 26 mil vítimas registadas neste período no espaço comunitário, 58 por cento eram mulheres.

O tráfico para exploração sexual continua a ser a forma de crime mais prevalente, no qual mulheres e raparigas continuam a ser a maioria das vítimas. Cerca de metade das vítimas são cidadãos da União Europeia (UE), sendo que uma parte importante é traficada no seu próprio país. Uma proporção significativa das vítimas de tráfico de seres humanos são crianças e a maioria dos traficantes são cidadãos da UE.

Segundo o relatório, um grande número de vítimas continua a sofrer com a violência, ameaças e os imensos danos causados pelo tráfico, um flagelo que acarreta enormes custos humanos, sociais e económicos, enquanto os traficantes e outros atores que, consciente ou inconscientemente, estão envolvidos em negócios ilícitos na cadeia do tráfico, obtêm lucros enormes.

Os dados recolhidos pela Comissão Europeia indicam também que foram realizados progressos valiosos na cooperação transnacional dentro da UE e com países terceiros, incluindo ações operacionais judiciais e policiais transfronteiriças. No entanto, o número de processos e condenações permanece baixo, enquanto o número de vítimas continua alto.

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