Foto: EPA / Gustavo Amador

O mais recente estudo do Banco Mundial sobre Pobreza e Prosperidade Compartilhada, realizado no âmbito do Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza, que se assinala a 17 de outubro, revela que, até 2021, cerca de 150 milhões de pessoas podem cair na pobreza extrema devido à Covid-19, à recessão global, aos conflitos e alterações climáticas.

De acordo com os investigadores, a Covid-19 não é a única responsável pelo agravamento da situação, pois antes da pandemia, os conflitos globais e as mudanças do clima já eram responsáveis pelo abrandamento do progresso na redução da pobreza global. Entre 1990 e 2015, por exemplo, a pobreza global caiu cerca de um ponto percentual por ano. Esse ritmo diminuiu para menos de meio ponto percentual por ano entre 2015 e 2017.

O relatório mostra ainda, que ao contrário do que sucedeu em anos anteriores, o nível de prosperidade compartilhada irá diminuir, afetando o rendimento médio dos 40 por cento mais pobres do mundo, quando, entre 2012 e 2017, havia ocorrido um crescimento de 2,3 por cento na prosperidade compartilhada. Ou seja, para os especialistas da Banco Mundial, sem ações políticas para promover uma retoma económica inclusiva, a pandemia pode desencadear ciclos de maior desigualdade de rendimentos e menor mobilidade social entre os vulneráveis.

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