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Os meios de comunicação turcos, tanto em papel como digitais, deixaram passar em 2019 mais mensagens com o chamado “discurso de ódio”, através de intervenções que expressaram ideias ou sentimentos que denegriram e incitaram ao desprezo contra certos indivíduos ou grupos com base na sua nacionalidade, etnia ou religião, concluiu um estudo divulgado pela Fundação Hrant Dink.

Segundo o relatório, citado pela imprensa da Turquia, o seguimento feito a cerca de 500 jornais nacionais, regionais e digitais, registou uma média de 19 artigos diários com discursos depreciativos, como insultos étnicos ou religiosos e incitações ao ódio, dirigidos contra oito dezenas de grupos étnicos ou comunidades religiosas diferentes.

As expressões injuriosas difundidas através dos meios de comunicação turcos, em geral, tiveram como alvo preferencial os arménios, sírios e gregos, como documenta o relatório da Fundação Hrant Dink. A instituição, fundada em homenagem ao jornalista turco de origem arménia assassinado em 2007, investiga as expressões de ódio religioso e racismo difundidas na comunicação social turca, desde 2009.

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