Um acidente de automóvel, na Autoestrada 2 (A2), próximo de Almodôvar, causou a morte ao bispo de Viana do Castelo, esta sexta-feira, 18 de setembro. O falecimento de Anacleto Oliveira, que seguia sozinho na viatura, deixou em choque a comunidade católica, em particular a sua comunidade diocesana onde era pastor há uma década.

“As circunstâncias excecionais que nos envolvem aconselham-nos a uma oração reforçada, assim como à serenidade e tranquilidade próprias de quem coloca o seu coração no Senhor”, refere uma nota da diocese de Viana do Castelo.

Em comunicado, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) também manifestou “grande tristeza” pelo falecimento do prelado, destacando as suas qualidades humanas e pastorais: “Eram conhecidas as [suas] competências como biblista e homem de cultura, constantemente atento às realidades concretas da nossa sociedade, extremamente dedicado aos sacerdotes e aos fiéis que servia pastoralmente, sempre solícito nas ações comuns da Igreja em Portugal”.

Anacleto Oliveira nasceu a 17 de julho de 1946, na freguesia de Cortes, concelho de Leiria, e foi ordenado sacerdote a 15 de agosto de 1970. Estudou Sagrada Escritura em Roma e na Alemanha e foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa em 2005, pelo Papa João Paulo II. A ordenação episcopal decorreu no Santuário de Fátima no dia 24 de abril desse ano, presidida por Serafim Ferreira e Silva, então bispo da diocese de Leiria-Fátima. No dia 11 de junho de 2010 foi nomeado por Bento XVI como bispo de Viana do Castelo, o quarto bispo da diocese do Alto Minho, criada pelo Papa Paulo VI em 1977.

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