Um grupo de países ricos, que inclui os Estados Unidos da América (EUA), Reino Unido, União Europeia e Japão, adquiriu metade das futuras doses de vacinas contra a Covid-19, com o objetivo de garantir o fornecimento junto de múltiplos concorrentes, na esperança de que pelo menos uma das vacinas em estudo se revele eficaz, revela a organização não governamental (ONG) Oxfam.

De acordo com a ONG, esta política vai contribuir para agravar as dificuldades que a maior parte da população mundial terá para conseguir vacinas, já que o grupo de países em causa representa apenas 13 por cento da população global. “O acesso vital às vacinas não deve depender de onde se vive ou de quanto dinheiro se tem”, criticou um responsável da Oxfam, Robert Silverman.

Os dados recolhidos pela organização indicam que só os EUA, com 330 milhões de habitantes, reservaram um total de 800 milhões de doses junto de seis fabricantes, enquanto a União Europeia, com 450 milhões de habitantes, comprou pelo menos 1,5 mil milhões de doses.

Recentemente, o secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) precisava de 35 mil milhões de dólares (29,3 mil milhões de euros) para os programas de desenvolvimento e distribuição de vacinas, tratamentos e diagnósticos contra a Covid-19.

Em maio, a OMS criou o programa ACT Accelerator, com apoio da União Europeia, para financiar investigações sobre respostas médicas à pandemia e, posteriormente, distribuí-las em países sem poder aquisitivo. No entanto, o organismo só conseguiu arrecadar menos de 10 por cento do total necessário para garantir o acesso às vacinas dos países em desenvolvimento.

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