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Foto: Engin Akyurt

A Organização das Nações Unidas para a Cultura e Educação (UNESCO) está preocupada com o forte aumento dos ataques a jornalistas durante manifestações em todo o mundo, principalmente por parte das forças de segurança. “Existe uma tendência mais ampla no uso ilegal da força pela polícia e pelas forças de segurança ao longo dos últimos cinco”, refere o relatório anual da organização, divulgado esta segunda-feira, 14 de setembro.

Em 2015, a agência havia registado pelo menos 15 manifestações em que os jornalistas foram impedidos de realizar o seu trabalho, e este número mais que duplicou em 2019 – passou para 32 manifestações. Este ano, tudo aponta para um novo aumento, uma vez que, entre janeiro e junho, “21 manifestações foram marcadas por violações da liberdade de imprensa, incluindo marchas em que jornalistas foram agredidos, presos ou mesmo mortos”.

Para os responsáveis da UNESCO, esta tendência sugere que “um novo e preocupante limiar foi ultrapassado, revelando uma ameaça significativa e crescente à liberdade dos meios de comunicação social e à liberdade de acesso à informação em todas as regiões do mundo”.

“Apelamos à comunidade internacional e a todas as autoridades relevantes para assegurarem que estes direitos fundamentais são respeitados”, afirmou em comunicado a diretora-geral da organização, Audrey Azoulay, lembrando que nos últimos cinco anos 10 jornalistas foram mortos durante a cobertura de manifestações.

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