A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), através do Conselho Permanente, deu esta terça-feira, 8 de setembro, um voto do confiança à reitoria do Santuário de Fátima, depois de terem vindo a público notícias de que estaria em curso um plano de reestruturação que previa a dispensa de cerca de meia centena de trabalhadores.

“Não se trata de despedimentos mas de enfrentar os próximos tempos através da antecipação de reformas, ou de acordos com os próprios trabalhadores, sempre por iniciativa deles”, esclareceu o porta-voz da CEP, padre Manuel Barbosa.

O assunto esteve em discussão na reunião do Conselho Permanente, que se realizou em Fátima, e no final, os elementos que compõem este órgão, manifestaram, em nome da CEP, estar “em sintonia com as orientações do santuário”. “A CEP mostra apreço por aqueles que estão à frente da coordenação da direção do Santuário de Fátima”, quer na promoção da mensagem de Fátima, no acolhimento aos peregrinos, no exercício da dimensão social, na gestão e racionalização de meios e estruturas”, adiantou o sacerdote.

Em comunicado, emitido esta tarde, o Santuário de Fátima veio clarificar também que “não está, como nunca esteve, em falência nem numa situação de insolvência”. “Todas as medidas definidas e tomadas visam manter uma gestão rigorosa, equilibrada e profissional para garantir preventivamente a sustentabilidade no futuro”, refere o documento.

Segundo a mesma nota, desde que começou a pandemia de Covid-19, as quebras de peregrinações organizadas atingiram os 99 por cento, o que originou uma diminuição de 77 por cento no volume de donativos. Ainda assim, foram assegurados os compromissos com os trabalhadores e fornecedores e concedidos apoios de 780 mil euros, no primeiro semestre do ano, a instituições de solidariedade social, famílias carenciadas e à Igreja em Portugal.

“Tendo em conta o contexto socioeconómico atual e a necessidade de baixar despesas, foram suspensos investimentos que não tivessem carácter de urgência, o programa regular de atividades pastorais foi reduzido de forma significativa, com o cancelamento de muitos dos eventos anuais, o programa cultural foi substancialmente diminuído e todos os departamentos apresentaram medidas de redução de gastos”, adianta o comunicado.

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