Ana Rita Santos, responsável pelo Serviço de Conservação e Restauro do Património do Santuário de Fátima, dinamizou uma conferência sobre os desafios à conservação da imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no decorrer da terceira visita temática à exposição “Vestida de branco”, que se encontra patente no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade.

Ao longo da sua intervenção, Ana Rita Santos explicou que apesar de nem sempre se ter olhado para a imagem de Nossa Senhora como uma obra de arte, a verdade é que atualmente, as duas funções – estética e devocional – coexistem e praticamente não vivem uma sem a outra. “A partir de 2010 há uma mudança de paradigma das equipas de restauro que olham para esta imagem e começam a abordá-la como uma obra de arte”, disse a responsável, citada pelos serviços de comunicação do Santuário de Fátima.

A profissional apresentou ao público as características da escultura e deu a conhecer as diversas intervenções que a imagem sofreu. A primeira das intervenções aconteceu logo no momento da chegada, e as seguintes foram realizadas por mestres santeiros, pelo menos, até 2000. Ana Rita Santos abordou também a coroação da escultura, em 1946, assim como as modificações executas pelo próprio José Ferreira Thedim, em 1959, ano do primeiro restauro “mais profundo”.

Em 2013, o estudo levado a cabo pelo Instituto Politécnico de Tomar (IPT) revelou “elementos muito precisos e de elevado valor científico para o estudo e proteção da escultura”, conforme destaca o Santuário de Fátima. A intervenção da profissional teve lugar na última quarta-feira, 2 de setembro, e decorreu sob medidas de segurança, de forma a reduzir o risco de contágio por Covid-19.

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