O governo da Hungria decidiu voltar a encerrar as suas fronteiras esta terça-feira, 1 de setembro, tornando-se no primeiro país do espaço Schengen a retomar uma das medidas mais restritivas para prevenção da Covid-19. A medida apanhou todos de surpresa e já foi criticada pela Comissão Europeia.

Segundo informações veiculadas pelas agências internacionais, os estrangeiros só podem entrar no país em trânsito e têm de sair no prazo de um dia. Quanto aos húngaros de regresso ao país, terão de apresentar um teste à Covid-19 com resultado negativo ou sujeitar-se a uma quarentena de 14 dias.

Como as novas regras ainda não estão claras, os motoristas profissionais que têm de atravessar a fronteira várias vezes por semana têm sido confrontados com várias horas de espera nos serviços alfandegários.

Em reação a esta decisão, um porta-voz da Comissão Europeia disse que medidas de alcance geral, como a tomada pelo governo de Viktor Orbán, devem ser substituídas por medidas localizadas e adaptadas à situação de cada país. O responsável criticou ainda o facto dos parceiros da União Europeia não terem sido avisados antes da implementação das novas regras.

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