O impacto da pandemia de Covid-19 está a expor e a exacerbar “os consideráveis obstáculos que as mulheres enfrentam para alcançar seus direitos e realizar seu potencial”, e o progresso perdido pode levar anos, ou até gerações, para se recuperar, afirmou o secretário-geral da ONU durante um encontro virtual com centenas de representantes da sociedade civil.

Para António Guterres, “quando as mulheres têm poder de decisão, todos saem a ganhar”, pelo que proteger os seus direitos durante este período é uma das maiores prioridades das Nações Unidas. Numa primeira fase, a prioridade é a resposta à saúde. Depois, o objetivo é mitigar o impacto social e económico da crise começando com investimento em mulheres que trabalham nas economias formal e informal.

Atualmente, apenas oito por cento de chefes de Estado e de governo são mulheres. Menos de 25 por cento de todos os parlamentares do mundo são do sexo feminino. E apesar de 70 a 90 por cento dos agentes de saúde serem mulheres, menos de um terço delas participam das decisões que impactam o setor. Para inverter este cenário, é necessário que “no emergir desta crise as mulheres tenham oportunidades iguais de liderança e representação”, defendeu o líder da ONU.

Na reunião, a diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, reforçou que a sociedade civil e os movimentos em defesa de mulheres são parceiros inabaláveis no esforço para identificar e combater as desigualdades que cresceram em momento da pandemia.

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